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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

ELEJA, NÃO REELEJA

Este famigerado instituto da reeleição abrigado numa situação de quase inexistência de controles formais da administração pública é simplesmente sinônimo de uso da máquina administrativa, em beneficio do candidato à reeleição. E recondução automática ao poder, num país onde os mecanismos de controle são incipientes, ou seja, estão longe de exercer a tarefa fiscalizadora que deles se espera. É sinônimo de um enorme risco, não só para a governabilidade, como também para o futuro das instituições públicas.

Ao optar pela administração dos negócios da burguesia contra o povo humilde explorado, os Srs. donos da ética e da moral têm demonstrado uma competência comensurável no que tange a falta de escrúpulos em perpetuar suas formidáveis construções de poder. E isso ocorre numa opção clara de adaptação ao regime democrático-burguês, onde estes adotam como eixo de suas atividades as eleições. E assim em seus governos a principal preocupação é sempre com a próxima eleição, em como manter seus cabides de cargos, salários e privilégios. E para atingir seus objetivos faz-se necessário e correto buscar o dinheiro sujo das empresas e da corrupção para pagar campanhas eleitorais caríssimas e depois cumprir à risca as exigências destas.

No entanto a corrupção, é só a ponta do iceberg, não é o único problema, mas sim uma, de suas facetas, muito mais coisas estão em jogo, em detrimento do vínculo das administrações públicas com os interesses das classes dominantes, tornando-as um instrumento da burguesia. São os interesses dos ricos que dão o contorno de sua lógica fundado nos interesses dos latifundiários e das grandes empresas.

A estrutura “centralista” das administrações públicas está baseada em um verdadeiro sistema de privilégios. Quem sobe ao poder, passa a conviver com a burguesia, a ganhar maiores salários, a ter um conjunto de regalias e a viver no conforto. Mesmo que sejam de origem humilde, quando sobem na hierarquia política deixam de ser um trabalhador e passam a ter uma vida de burguês. E esta mudança de posição gera uma mudança de perspectiva. Não convivem mais com o povo, não vivem a sua realidade. Olham o mundo da perspectiva do poder e não mais dos que estão de baixo. Uma vez com privilégios, tentam mantê-los, e para conservar o seu poder, tornam-se capazes das mais baixas atitudes.

Precisamos acabar com a reeleição indefinida de políticos, para acabarmos com a casta de privilegiados que ficam no poder ou à sombra dele por décadas.

A rotatividade no poder areja a cena política.

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